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A depressão leva ao suicídio e tratá-la é o unico remédio.

Fazer terapia e consultar um psiquiatra é coisa para louco, desequilibrado… e é claro que eu jamais faria parte desse grupo ou faria minha família passar uma vergonha dessas!

 

Comecei a notar que algo estava estranho quando não senti emoção diante uma conquista pessoal gigante e me acabei de chorar depois que resolvi um problema de cliente causado pelo próprio cliente. Entre as duas situações: menos de 2 horas.

 

Em 6 anos vivendo numa grande metrópole consegui a proeza de fazer ZERO amizades e não criar vínculos com nada e ninguém. Na verdade somente com meus prestadores de serviço, pessoas que eu remunerava para fazer uso do tempo delas. Hoje muitas pessoas daquela época resgatei e o relacionamento foi construído, ufa!

 

Ainda nesta época, frequentei os melhores lugares do mundo (do meu mundo possível) a trabalho e não curti quase nada. Um restaurante estrelado e conta de R$ 300,00 era como atravessar a rua. Interessante que as máscaras da vida… aquelas que a gente usa… me apresentavam como muiiiiiiito feliz, bem sucedida e realizada. E sim… nos momentos máscara… eu me sentia assim. Já no elevador de casa, o vazio vinha, o desamino e o desejo real de que NINGUÉM fizesse contato… porque não estava disponível a usar máscaras outra vez.

 

O álcool sempre presente funcionava com um anestésico. Uma super ferramenta para não ver a vida passar e não me conectar com os problemas.

 

Daí meu pai morreu… gente! Como assim??? Pra ele eu estava disponível sempre, era meu amigo, baita sacanagem me largar nesse mundo ainda mais sozinha. Se eu vivi o luto? Nada… em menos de 48 h estava eu lá… bem linda e “feliz” dando palestras motivacionais.

 

Mas a gente não tem como fugir do luto… ele vem e precisa ser vivido.  E depois de 3 meses da partida dele tive que encarar a dor. E ela veio dobrada… a depressão me derrubou de vez.

 

Não… jamais atentei contra minha própria vida de forma direta, nunca. Mas me coloquei em todas as situações de risco e torci tanto, tanto… pra que um caminhão passasse por cima de mim… que um “tumorzinho na cabeça”, AVC, infarto resolvessem tudo bem rapidinho. Organizei as finanças para que meu filho, uma criança de 2 anos… estivesse amparada. Pensei em tudo… menos em pedir ajuda.

 

Quando o caminhão não passou por cima e nada de doença grave vinha, ouvi a voz de DEUS… e fui procurar ajuda.

Fui ao psiquiatra que me direcionou para terapia. Confesso que foi bemmm difícil romper com meus pré-conceitos.

  • E não é que funcionava falar e ser medicada?
  • E não é que no comecinho da cura vi que tinha me desviado da minha essência e me perdido inclusive nas crenças que sempre me guiaram? Eu só não perdi meus valores, ética. E não perdi meus amigos nem a família. E gente… isso faz tanta diferença! PESSOAS… pessoas, pessoas!

 

Me senti fortalecida e com energia. Me preparei e tive uma decisão de “louca”… (nada louca) e larguei mão de toda aquela vida, aquela rotina doentia e os hábitos não saudáveis. Já tinham se passado quase 10 anos vivendo em depressão. Por um ano olhei pro teto e respirei, beijei e abracei os amigos, me reapresentei a eles… pedi perdão, agradeci por terem me esperado. Chorei, chorei, chorei… tipo gritado, sabe como?

 

No ano seguinte, com ajuda, suporte… da psiquiatria, terapia, amigos que viraram parceiros de negócios, DEUS acima de tudo, minha família, meu filho… coloquei a COZINHA BENDITO na rua cuja essência é: Transformar o mundo e fazer a diferença na vida das pessoas (novamente o mundo pode ser aquele próximo de você e não o munnnnndo mesmo).

 

Não, não me sinto curada. Me sinto cuidada e estável e aciono todas as ferramentas possíveis a cada crise, queda… para que de longe, eu não enxergue aquele buraco sem fim e jamais caia nele. Mas se cair… já sei por onde recomeçar!

 

A depressão é séria. Ela leva o suicídio sim. E chega da gente não falar sobre isso. Minha família jamais teve ou teria vergonha de ter uma pessoa no núcleo doente… se soubessem eles teriam me acolhido. O depressivo oculta, mente, se distancia, foge e não se conecta.

 

Olhe ao seu redor, olhe pra si. Se algo estiver errado, peça ajuda.

 

Agora sem dor, sem máscaras… e com uma fé gigante na vida, deixo aqui um beijo e abraço apertado daqueles bemmmm demorados! Virtualmente 😊

 

Rafaela!

 

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O Tiquinho e a berinjela

*Apresente e reapresente pelo menos 10x o mesmo alimento ao seu Kids*

Esse é o Francisco, Chico ou Tiquinho como chama a “tia Rafa”, eu, vossa cozinheira.

Além de cliente fiel há seis anos, ele é um pequeno (literalmente) agricultor de orgânicos da família.

Desde quarentena decretada, ele, o mano e os pais, migraram para uma fazenda no meio do Pantanal onde decidiram se refugiar por meses e meses. E foi ali que o dom do “Tiquinho” veio à tona!

Sempre que recebo as fotos dele, eu… a Tia AFA (como ele me chamou por anos) fico com o coração tão, tão cheio de orgulho que a emoção aflora a ponto de encher os olhos de lágrima.

O Tiquinho não é bom de garfo… nem de longe fã de legumes, verduras. Sempre gostou de frutas. Mas depois desse momento de reclusão… ele se conectou com a terra (outra vez literalmente), e tem experimentado de tudo em diversas versões.

A minha dica hoje é: apresente e reapresente o mesmo ingrediente da terra ao seu filho pelo menos 10x no período de 2 anos. Se ele não gostar… é porque não gosta e ok. Mas o Tiquinho passou a adorar berinjela depois do contato com a horta.

 

A tia AFA morre de orgulho e deseja muito que todos os kids servidos pela Cozinha Bendito encontrem essa conexão com o alimento saudável!

 

Com amor,

 

AFA, do Chico!

 

 

 

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A galinhada caipira e o colorau da minha vó :)

Essa receita é da minha avó e as medidas nunca foram anotadas, era tudo no olho, sabe como?

Tenho replicado há tempos e consegui mensurar um pouquinho os ingredientes que vou compartilhar contigo agora. Ah… será a minha versão… porque a da vó só é viável se a gente morar no sítio e ter habilidade de abater, despenar e picar a galinha antes do preparo.

 

Vai render para 6 pessoas com muita fome;

Por volta de 3h para fica pronto!

 

  • 4 coxas com sobrecoxa de galinha caipira cortada nas juntas e em pedaços menores;
  • 6 punhados de arroz (1 por pessoa)
  • 3 tomates maduros
  • 1 cebolo
  • 1 dente de alho
  • 3 colheres de sopa de extrato de tomate
  • Tomilho, louro e cebolinha a gosto – eu uso 1 ramo grande de tomilho, 1 folha de louro e um maço pequeno de cebolinha
  • Cominho em pó
  • Colorau (a vó usava colorau em tudo, até no feijão e eu nunca entendi o motivo!)
  • Páprica doce
  • Azeite
  • Pimenta Dedo de Moça
  • Sal
  • Suco de 1 limão para marinar a galinha

Lave a galinha e pique em pedaços tipo “passarinho”. Volte a lavar e coloque num refratário com sal, a folha de louro e o suco do limão. Será uma mini marinada de uns 20 minutos, tempo suficiente para você organizar os outros ingredientes. Pique alho bem pequeno assim como a cebola. Corte o tomate em dois e tire as sementes e depois cubos pequenos.

 

Se tiver panela de ferro ficará melhor ainda, mas pode encarar qualquer uma desde que seja grandinha. Aqueça com o fio de azeite no fundo. Agora coloque um pedaço da galinha por vez… pra ela dar aquela selada e fritadinha, sabe? Coloca… frita por todos os lados… tira. É coisa rápida… não é agora que ela vai cozinhar. Repete até fritar todos os pedacinhos e o fundo da panela ficar com aquela crostinha dourada.

 

Agora você coloca a cebola e alho naquele fundinho e refoga por uns 3 minutinhos em fogo médio, depois coloca o cominho, colorau e páprica doce, pode ser 1 colher de chá de cada. Vai formar uma pastinha. Também é hora daquela pimenta dedo de moça… só um tiquinho bem picada sem as sementes dela e o extrato de tomate. Deixa cozinhar por uns 2 minutos.

 

Coloque 1 litro de água quente e mexa para que o fundo da panela (o sabor) seja absorvido pelo líquido. Volte os pedaços da galinha e ali elas vão cozinhar, cozinhar, cozinhar… por umas duas horas. A água vai reduzindo e formando um caldo grosso… e vc coloca mais um pouquinho.

 

Quando a carne estiver macia, mas não desmanchando, você coloca o arroz, o tomate em cubos e a cebolinha e cobre com água quente. Revise o sal. Cozinhe por uns 15min até a água secar. Mais um tiquinho de água fervendo, deligue o fogo e deixe a panela tampada por uns 5 minutos para que o arroz termine de cozinhar e descanse.

Pronto! Nem levou 3 horas!

Quando servir no prato do seu convidado, regue com um fio de boa qualidade, decore com pimenta biquinho e polvilhe com salsinha. Combina um ovo frito de gema mole por cima. E se você achar que ainda falta alguma coisa… sugiro um tantinho de farofa com bacon ao lado do “morrinho” da galinhada!

 

Curtiu? Como é a galinhada da sua família?

 

Cadê a foto da galinhada pronta???

Sabe quando o filho pega seu celular e deixa acabar a bateria? Bem no horário de embalar, receber motoboy… tudo bem rápido e lindo para que a comidinha chegue intacta e deliciosa ao cliente? Foi assim…

 

Prometo fotografar o resultado da próxima!


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